Abstract
<jats:p>As fraturas panfaciais envolvem múltiplos ossos da face, geralmente decorrentes de traumas de alta energia, com importante impacto funcional e estético. Devido à perda de referências anatômicas e à complexidade das lesões, o planejamento e o sequenciamento cirúrgico são fundamentais para restaurar a estrutura óssea, a oclusão, a função e a harmonia facial. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de revisão integrativa, as principais estratégias de sequenciamento cirúrgico no tratamento dessas fraturas e sua influência nos desfechos funcionais e estéticos. A metodologia baseou-se na análise de artigos publicados nas bases PubMed, MEDLINE, Scopus, SciELO e Web of Science, sendo selecionados 18 estudos e livros especializados, priorizando publicações dos últimos dez anos. Os resultados evidenciam duas estratégias principais: a abordagem bottom-up, que inicia pelo terço inferior com restabelecimento da oclusão como referência primária, e a abordagem top-down, que prioriza o terço superior e médio, especialmente o complexo fronto-orbitário. Abordagens combinadas também são descritas, sobretudo em casos complexos. A escolha depende do padrão das fraturas, grau de cominuição, perda óssea, estabilidade oclusal e condições do paciente. O uso de planejamento virtual e reconstrução tridimensional tem melhorado a previsibilidade e os resultados clínicos. A adequada sequência cirúrgica reduz complicações como má oclusão, assimetrias e reoperações. Conclui-se que não há técnica única ideal, sendo essencial individualizar o tratamento. O planejamento adequado está diretamente relacionado a melhores resultados funcionais e estéticos, além de menor taxa de complicações pós-operatórias.</jats:p>