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Abstract

<jats:p>A enxaqueca representa uma das condições neurológicas mais prevalentes entre as mulheres, sendo fortemente influenciada pelas oscilações hormonais ao longo da vida reprodutiva. Durante o climatério, as flutuações dos níveis de estrogênio podem modificar o padrão das crises, resultando em piora temporária dos sintomas, aumento da frequência das cefaleias e maior impacto sobre a qualidade de vida. Além dos mecanismos hormonais, alterações neurovasculares e neuroinflamatórias desempenham papel central na fisiopatologia da enxaqueca, envolvendo mediadores como o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), alterações da excitabilidade cortical e disfunções nos sistemas moduladores da dor. Nos últimos anos, avanços terapêuticos importantes ampliaram as possibilidades de tratamento, incluindo terapias hormonais individualizadas, anticorpos monoclonais anti-CGRP e novas estratégias preventivas. O presente estudo teve como objetivo revisar as evidências científicas relacionadas à enxaqueca hormonal no climatério, enfatizando os mecanismos neurovasculares envolvidos e as principais abordagens terapêuticas contemporâneas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura baseada na análise de diretrizes, revisões e estudos clínicos recentes. Os resultados demonstraram que a compreensão dos mecanismos hormonais e neurobiológicos da enxaqueca permite intervenções mais eficazes e individualizadas para mulheres durante a transição menopausal.</jats:p>

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Keywords

enxaqueca hormonais mecanismos mais mulheres

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