Abstract
<jats:p>Durante décadas, a Transformação Digital consolidou-se como um dos principais paradigmas da evolução organizacional, impulsionando investimentos em tecnologias, automação e inteligência artificial. Entretanto, a crescente complexidade das organizações evidencia que a incorporação de tecnologias, embora indispensável, já não é suficiente para garantir adaptação, coordenação e vantagem competitiva sustentável. Nesta primeira parte da reflexão A Era da Governança Operacional Inteligente, propomos uma análise crítica dos pressupostos que orientaram a Transformação Digital nas últimas décadas, argumentando que o diferencial competitivo passa a depender menos da tecnologia em si e mais da capacidade organizacional de interpretar informações, coordenar operações e adaptar-se continuamente às mudanças do ambiente. A partir da integração entre pesquisa, experiência executiva e observação da evolução dos modelos organizacionais, introduzimos os fundamentos conceituais que sustentam a transição para uma nova perspectiva de gestão, preparando o leitor para a continuidade da discussão na Parte II. Palavras-chave Transformação Digital; Governança Operacional Inteligente; Capacidade Organizacional; Adaptação Organizacional; Orquestração Organizacional; Modelos Organizacionais; Serviços Compartilhados.</jats:p>