Abstract
<jats:p>O ensino de ciências a partir de um olhar de Habermas pode ser visto como um espaço de debate de ideias cuja base é o diálogo e debate científico acerca dos conteúdos do mundo vivido, das questões públicas. Contudo, o que costuma ser chamado de chão da escola, muitas vezes é excluído dos debates e pouco experimentam essas vivências baseadas em um diálogo. Esse texto é de 2018, ano caracterizado pela polarização política e que carrega, em seu teor, reflexões sobre como o ensino de ciências foi tratado na sala de aula em um ano de avaliação externa das escolas, a imposição de tarefas vindas de setores superiores, a demarcação de interesses e do sistema hierárquico que administram a escola são apresentados nesse texto, a ciência nesse contexto não foi apenas marginalizada na sociedade, ela foi deixada de lado na escola também, em nome de uma estratégia de consecução de êxito e melhoria de índices na Prova Brasil que avalia os componentes curriculares Língua Portuguesa e Matemática. Diante dessa realidade observada, reflexões, questionamentos e ações pedagógicas foram implementadas para construir um ensino de ciências baseado no debate, diálogo e que possa ser transformador.</jats:p>