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Abstract
<jats:p>A Carapichea ipecacuanha é uma planta medicinal de importância farmacológica, e o cultivo in vitro constitui uma alternativa para sua propagação e conservação. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes comprimentos de onda da luz LED no desenvolvimento e multiplicação in vitro de dois acessos de C. ipecacuanha. Os explantes foram inoculados em meio MS suplementado com sacarose, AIB e Phytagel e submetidos a cinco espectros luminosos (branco, verde, azul, amarelo e vermelho). Foram avaliados os acessos 590 e 836, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 5 × 2, com três repetições. Após 180 dias de cultivo, foram avaliados a altura das plântulas e o número de brotações, além dos teores de clorofilas e da caracterização genética pela região ITS do DNA ribossomal. Para altura, o acesso 836 apresentou maior média sob luz verde, enquanto o acesso 590 apresentou maior crescimento sob luz azul. Para brotação, o acesso 590 apresentou maior média sob luz azul e o 836 sob luz verde e vermelha. Entretanto, as diferenças entre os tratamentos luminosos não foram estatisticamente significativas, indicando tendências de resposta às diferentes qualidades de luz. O acesso 836 apresentou maiores teores de clorofilas A e B sob luz amarela, enquanto o acesso 590 apresentou maiores concentrações sob luz branca. Em ambos os acessos, os teores de clorofila B foram superiores aos de clorofila A. A caracterização molecular evidenciou elevada similaridade genética entre os acessos 590 e 836, agrupados no mesmo haplótipo (H22), juntamente com sequências da região Amazônica. Conclui-se que os diferentes espectros de luz LED promoveram respostas morfológicas e fisiológicas distintas entre os acessos, embora sem diferenças estatisticamente significativas. A análise molecular confirmou a proximidade genética entre os acessos e seu agrupamento no mesmo haplótipo amazônico da região ITS.</jats:p>