Abstract
<jats:p>A obra parte do entendimento de que o desenvolvimento da Amazônia somente pode ser sustentável quando articula preservação ambiental, justiça social, valorização cultural e participação das comunidades tradicionais. Em contraposição aos modelos historicamente baseados na exploração predatória dos recursos naturais, os autores defendem que indígenas, ribeirinhos, quilombolas e demais povos tradicionais são protagonistas na construção de alternativas sustentáveis para a região. O livro demonstra que os conhecimentos tradicionais acumulados ao longo de gerações constituem importante patrimônio científico e cultural, sendo fundamentais para o manejo sustentável dos ecossistemas amazônicos. A sustentabilidade é apresentada não apenas como conservação ambiental, mas como um projeto de desenvolvimento que envolve cidadania, inclusão social, fortalecimento das políticas públicas e respeito à diversidade sociocultural.</jats:p>