Abstract
<jats:p>Territórios Feridos é uma obra sobre memória, violência, permanência e dignidade. Ao examinar as fraturas coloniais que ainda estruturam o Brasil, este livro revela que a violência contra os povos originários não pertence apenas ao passado: ela persiste no território, nas instituições, na linguagem, na educação, no direito e no imaginário social. Com rigor multidisciplinar e sensibilidade ética, a obra propõe uma leitura profunda das formas pelas quais o apagamento se converte em estrutura — e a dignidade, em exigência civilizatória. Mais do que denunciar, este livro convoca: não haverá futuro moralmente legítimo enquanto a permanência dos povos originários continuar sendo tratada como obstáculo, e não como direito. “Cada geração deve descobrir sua missão, cumpri-la ou traí-la.” — Frantz Fanon “O futuro é ancestral e a humanidade precisa aprender com ele a pisar suavemente na terra.” — Ailton Krenak “Quando um território é ferido, não é apenas a terra que sangra — é a própria ideia de humanidade que se revela incompleta.” — Ana Cordèiro</jats:p>