Abstract
<jats:p>Clamando o poder para si propõe uma reflexão profunda sobre as relações entre gênero, raça e poder, articulando história, literatura e pensamento crítico para evidenciar os mecanismos que, ao longo do tempo, moldaram a representação e o silenciamento das mulheres na sociedade. A obra examina como discursos sociais, culturais e intelectuais contribuíram para a construção de imagens femininas marcadas por estereótipos, desigualdades e processos de invisibilização, ao mesmo tempo em que destaca as formas de resistência e afirmação que emergem nesses contextos. Ao dialogar com produções literárias e referenciais teóricos diversos, o livro revela como a escrita e a narrativa se tornam espaços de contestação, capazes de tensionar estruturas de poder e ampliar horizontes de interpretação. Entre o fato e a ficção, o texto convida o leitor a revisitar concepções consolidadas, problematizando a forma como determinadas vozes foram historicamente valorizadas ou apagadas. Mais do que uma análise acadêmica, a obra se apresenta como um exercício crítico de escuta e reconstrução, reafirmando a importância de reconhecer e legitimar experiências plurais na construção do conhecimento.</jats:p>