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Abstract

<jats:p>A incorporação da inteligência artificial generativa (IAG) ao ensino superior tem sido tratada, predominantemente, como problema de integridade acadêmica, a ser contido por normas e mecanismos de detecção. Este artigo propõe outra leitura: a IAG torna visível o esgotamento de um modelo avaliativo centrado no produto, cuja fragilidade antecede a tecnologia. Com base na concepção de avaliação multidimensional, ancorada no pensamento complexo e na noção de conhecimento pertinente, o estudo analisa os impactos dessa reconfiguração sobre o currículo e a gestão acadêmica de instituições cuja atividade-fim é a formação. O artigo configura-se como ensaio teórico apoiado em revisão de literatura, com corpus recuperado por buscas no Google Scholar, triangulado com ferramenta de busca assistida por inteligência artificial, delimitado aos últimos cinco anos e deliberadamente complementado com produção latino-americana e lusófona recente. O estudo sustenta que a IAG confirma a avaliação como processo, ao expor a insuficiência do produto como evidência de aprendizagem, e introduz, ao mesmo tempo, o risco de delegação do trabalho cognitivo. No plano curricular, os resultados indicam o reposicionamento do conhecimento disciplinar como condição do juízo crítico e a explicitação do processo formativo, com o produto reinserido em apurações dialogadas. No plano da gestão, indicam o deslocamento da fiscalização para a governança das condições de formação. Avaliação, currículo e gestão configuram, assim, dimensões de um mesmo movimento institucional e formativo.</jats:p>

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Keywords

como produto avaliação gestão inteligência

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